terça-feira, 4 de outubro de 2011

GRÃO-PARÁ PROMOVE ENCONTRO VOCACIONAL PAROQUIAL

SEMINARISTAS PARTICIPAM DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL

02 de outubro de 2011. Às 8:30h deste domingo, na comunidade de Rio Pequeno, da paróquia de Grão-Pará, teve início o Encontro Vocacional paroquial com Catequizandos e Coroinhas.

O evento é promovido por uma parceria entre o SAV local, que tem à frente o Alcedir, e a Catequese, cujo coordenador é o catequista Serginho. Mais de cem crianças, adolescentes e jovens participaram do evento, acompanhados de seus catequistas e alguns pais.

A comunidade ofereceu um café da manhã. A animação foi feita por um grupo de cantos da matriz. O Pe. Auricélio coordenou as atividades, auxiliado pelos seminaristas. O Jonas e o José Luiz dirigiram o momento d espiritualização. O André Arthur falou sobre “Vocação e Eucaristia”. O tema da “Oração” foi abordado pelo Judá.

Às 10:15h teve início a Santa Missa, encerrando o evento, desta feita com a presença da comunidade local. Após, no Salão Paroquial, as lideranças ofereceram um almoço para a coordenação do Encontro.

Agradecemos todo o carinho recebido. Deixamos nosso abraço ao Pe. Aluísio, o pároco, que mesmo não podendo estar presente, enviou-nos saudações. O próximo Encontro será no próximo ano, na comunidade de Aiurê. E, se Deus quiser, nosso Seminário estará presente!

“VINDE A MIM” É TEMA DO 3º ENCONTRÃO VOCACIONAL

68 GAROTOS PARTICIPAM DO ÚLTIMO ENCONTRÃO DO ANO

01 de outubro de 2011. 08h. O dia amanheceu ensolarado, após um pequeno aguaceiro durante a madrugada. É mais uma destas coisas que Deus prepara para agradar a gente, tornando o dia mais fresco e bonito.

68 garotos, quase a metade eram coroinhas, provenientes de sete paróquias da Diocese, chegaram para o Encontrão Vocacional. Alguns pais e catequistas os acompanharam. Os seminaristas deixaram tudo preparado para acolhê-los bem. O Pe. Auricélio coordenou o Encontrão.

O Pe. Pedro fez a acolhida e a reflexão inicial. O seminarista estagiário Ronério dirigiu a Oração Inicial. O tema escolhido foi “Vinde a mim”. Os seminaristas levaram os encontristas, em grupos, para visitar a Casa.

Após o lanche houve uma reflexão sobre o tema, dirigida pelo Promotor Vocacional, e trabalhos em grupos a partir de textos bíblicos. A Missa aconteceu na capela da CEDA.

Os seminaristas cuidaram da animação, auxiliados por dois vocacionados: o Joceli (de Jaguaruna) e o Vinícius (de Orleans), com seus violões e sanfona, respectivamente. À tarde houve o momento esportivo, a avaliação e a despedida.

Foi um belo Encontrão. Tudo correu bem e muito animado!

SEMINARISTAS ASSITEM PEÇA TEATRAL NA UNISUL

“DENTRO-FORA” TROUXE MUITOS ELEMENTOS À REFLEXÃO

29 de setembro de 2011. 20:30h. O Espaço de Artes da Unisul, em Tubarão, numa parceria com o SESC, apresentou um espetáculo teatral neste dia 29 de setembro. Mais de cem pessoas assistiram à peça e se deliciaram com a apresentação. Toda a nossa comunidade seminarística participou.

“A peça é uma homenagem do escritor americano Paul Auster a ‘Dias Felizes’ – uma das mais famosas obras do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989), numa metáfora do homem contemporâneo, imobilizado perante a vida. ‘

Dentro-Fora’ leva à cena os personagens Homem e Mulher, interpretados respectivamente pelos premiados atores Nelson Diniz e Liane Venturella, que se encontram presos em caixas. Apesar de separados e de não se verem, a peça se passa em torno de um diálogo intenso entre os dois, sobre assuntos cotidianos e também absurdos.”

O espetáculo foi apresentado pela In.Co.Mo.De-Te (Inconformada Companhia de Moda, Design e Teatro) de Porto Alegre, RS. Trata-se de “um grupo formando por atores, diretores, designers, iluminadores, musicistas, que trabalham com diferentes linguagens e juntos realizam projetos baseados no trabalho do ator.

Os aparatos cênicos, os textos e a condução da direção são escolhidos de modo a compor uma estética que realce a interpretação, essência da proposta.”

QUE TODOS PROCLAMEM: “JESUS É O SENHOR”

Ziguinchor é a capital da região de Casamance, no sul do Senegal, na África Ocidental. Deflagrou-se um levante popular para a independência desta região; pretendiam formar um novo país. Era o ano de 1993. Eu e o Pe. Eduardo B. estávamos chegando à Guiné-Bissau havia pouco mais de um mês. Éramos recém-formados em Teologia e buscávamos melhor preparo antes da Ordenação. Meu amigo havia contraído malária (que lá se chama: paludismo) e sua vida estava em perigo, dentro das florestas de Suzana, no norte de Guiné, fronteira com o Senegal.

Da missão, dia e noite, ouvíamos estrondos de bombas e rajadas de metralhadoras nos coqueirais, vindos de Ziguinchor, na outra margem do rio. Mal sabíamos o criol (língua oriunda da mistura de idiomas locais com o português), tampouco o felupe ou djolá (falado pelo povo do lugar).

Mas, todas as manhãs, antes do alvorecer, nos dirigíamos à humilde capela da Missão Católica para a santa Missa. Pe. Giuseppe Fumagali (italiano) e Pe. Pedro Zilli (brasileiro, atual Bispo de Bafatá, na Guiné) concelebravam. As únicas palavras que compreendíamos eram: “kassumai kép” (ao cumprimentar alguém) e “matta Jesus Cristo” (“por Jesus Cristo”, no final das orações). Terminada a celebração, as Irmãs missionárias venezuelanas atendiam o Pe. Eduardo e depois iam para o campo de refugiados ajudar os feridos na tal guerra de Casamance. Os padres combinavam conosco as atividades do dia: escola, catequese, visita às aldeias próximas...

Estou partilhando esta recordação porque este Mês de Outubro nos convida a refletirmos sobre a missão da Igreja no mundo. De fato, quando Jesus ordenou “Ide pelo mundo, anunciai o Evangelho”, Ele não estava apenas indicando uma atividade dentre outras que o cristão poderia realizar. De fato, Ele orientava como gostaria que o cristão vivesse e manifestasse a sua fé.

O cristão é um instrumento de Deus no mundo! É o portador da luz e da Pessoa de Jesus! É por isso que o cristão faz a diferença onde quer que se encontre. Ele não possui luz própria, mas reflete a luz de Cristo ressuscitado. Esta é a causa de sua alegria e a razão de sua fé. Assim sendo, o mundo se torna muito pequeno: é o campo de plantação. É preciso semear a boa semente!

O testemunho de nossos missionários, de todos os tempos, deve interpelar nossa prática atual e nosso jeito de ser Igreja. Jesus se fez missionário do Pai. Na força do Espírito Santo, Ele enviou a Sua Igreja ao mundo. Desde então, milhares de pessoas tocadas pela fé tem deixado suas famílias, seus bens, e até suas culturas, para testemunhar Jesus além fronteiras. Foi assim que o Evangelho de Jesus chegou a estas terras de nossa Diocese. E, como uma graça especial, nosso primeiro Bispo era um frade missionário, que deixou sua Alemanha para dedicar-se ao Reino na região amazônica e no nordeste brasileiro. O legado de D. Anselmo também deve ser recordado neste Mês Missionário para avaliarmos como anda a missionariedade em nossa Diocese.

O nosso novo Plano Diocesano de Pastoral apresenta como primeira Urgência na Ação Evangelizadora a questão da missionariedade. Pois, “a Igreja é, indispensavelmente, missionária! Existe para anunciar, por gestos e palavras, a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo” (nº 128). Desta forma ecoa entre nós a exortação dos Bispos em Aparecida, em 2007, de que a Igreja em nosso continente fique em “estado permanente de missão”. E também a reflexão dos Bispos do Brasil ao definirem as novas Diretrizes da Ação Evangelizadora.

Uma Igreja aberta às missões, dentro e fora de suas fronteiras, é uma Igreja viva! É um canteiro propício onde podem germinar as sementes das vocações, inclusive as de especial consagração. Continuemos pedindo a Deus a graça de compreendermos nossa presença neste mundo. Que Ele nos cumule de senso de solidariedade, inquietude e desprendimento cristãos. E que o Reino cresça entre nós e aqui se estabeleça.

Ah! À propósito, Casamance continua integrada ao território senegalês. O Pe. Eduardo, aos poucos, recuperou a saúde e tornou-se um grande e amado missionário na terra dos povos balanta e balanta-máne, em Mansôa (região central da Guiné); enquanto eu fui para a Missão de Fátima, na periferia de Bissau, terra de muitos povos, especialmente dos pepéles.

Para que todos proclamem “Jesus Cristo é o Senhor!”, a Boa Nova continua a ser anunciada lá naqueles rincões pela ação de abnegados missionários. E a Igreja na África suplica por mais missionários!

Pe. Auricélio Costa – Promotor Vocacional

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

D. WILSON ESTÁ DE MALAS PRONTAS NOVAMENTE

28 de setembro de 2011. Depois que a gente acolhe a vocação de Deus e lhe diz “Eis-me, aqui! Envia-me!”, nunca mais conhece acomodação. É assim a vida de todo vocacionado: é uma entrega constante, diária. Na vida do padre não é diferente e tampouco na vida do bispo. Por isso, sem que pudéssemos esperar (embora os rumores fossem fortíssimos nas últimas semanas), eis que, nesta manhã, às 8h, a Santa Sé divulgou a nomeação de D. Wilson Tadeu para o arcebispado de Florianópolis.

Diante de um episódio tão radical (pois envolve não somente nossa Diocese, mas todo o Regional Sul IV da CNBB), os sentimentos ficam confusos dentro do coração da gente. Dizemos “Parabéns, Sr. Arcebispo”, mas também nos perguntamos: “partir, já?”. Torcemos pelo êxito de seu pastoreio na nova missão.

Agradecemos-lhe pela dedicação intensa e total à nossa Igreja Particular. Lamentamos que sua presença entre nós tenha sido tão breve (pouco mais de um ano!). Mas reconhecemos suas capacidades pastorais, administrativas e relacionais.

Certamente, como da última vez em que a sé diocesana ficou vacante, os sacerdotes, especialmente os do futuro Colégio de Consultores, continuarão empenhados, em comunhão com nossas lideranças e nosso povo em geral, para que a missão da Igreja avance. E já começamos a rezar para que o Senhor prepare e envie para nós, o quanto antes, um Pastor conforme o divino coração.

Pe. Auricélio
"Sempre que possível, dê um sorriso a um estranho na rua. Pode ser o único gesto de amor que ele verá no dia." ( Papa Francisco)