quinta-feira, 14 de agosto de 2014

14 de agosto: São Maximiliano Maria Kolbe

Hoje a Igreja Celebra a santidade de vida daquele que enriqueceu o mundo e a Igreja ao tornar-se apóstolo pela imprensa, cavaleiro da Imaculada Virgem Maria e mártir da caridade. Raimundo Kolbe nasceu em 1894, na Polônia, numa família operária que o introduziu no seguimento de Cristo e, mais tarde, ajudou-o entrar para a família franciscana, onde tomou o nome de Maximiliano Maria.
Ao ser mandado para terminar sua formação em Roma, Maximiliano, inspirado pelo seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada, fundou o movimento de apostolado mariano chamado ‘Milícia da Imaculada’. Como sacerdote foi professor, mas em busca de ensinar o caminho da salvação, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia.
Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte, sendo que um, desesperadamente, caiu em prantos:
“Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!”. Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial com a decisão própria de um mártir da caridade, ou seja, substituir o pai de família e ajudar a morrer os outros nove e, foi aceita, pois se identificou: “Sou um Padre Católico”.
A 10 de Outubro de 1982, o Papa João Paulo II canonizou este seu compatriota, já beatificado por Paulo VI em 1971.
São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por aqueles que são perseguidos por causa da Fé.

domingo, 10 de agosto de 2014

Feliz dia dos Pais

Nós do Seminário Nossa Senhora de Fátima, desejamos a todos os pais, em especial os dos nossos seminaristas e padres formadores, muitas felicidades e paz neste dia tão especial, que São José, pai adotivo de Jesus interceda por todos vocês. Deus Pai eterno abençoe a todos.
São José, exemplo de Pai, abençoai os nossos Pais.
Iniciamos também a semana da Família, que todas as famílias cultivem o amor e eduquem seus filhos no caminho do bem e da Igreja de Cristo.
Nosso Parabéns também aos Padres Auricélio e Marcelo, que são grandes pais para nós seminaristas.
E aos Pais que já partiram do nosso convívio, que descansem em Paz, contemplando a face de Jesus Cristo.
PARABÉNS PAPAI.

sábado, 9 de agosto de 2014

09 de agosto, dia de Santa Teresa Benedita da Cruz.

A santa de hoje dia 09 de agosto, também é conhecida pelo nome de Santa Edith Stein. Juntamente com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena é uma das “Patronas da Europa”. Beatificada a 1 de Maio de 1987, acabou sendo canonizada 11 anos depois, a 11 de Outubro de 1998, pelo Papa João Paulo II.
Última de 11 irmãos, nasceu em Breslau (Alemanha), a 12 de Outubro de 1891, no dia em que a família festejava o “Dia da Expiação”, a grande festa judaica. Por esta razão, a mãe teve sempre uma predileção por esta filha. O pai, comerciante de madeiras, morreu quando Edith ainda não tinha completado os 2 anos. A mãe, mulher muito religiosa, solícita e voluntariosa, teve que assumir todo o cuidado da família, mas não conseguiu manter nos filhos uma fé viva. Stein perdeu a fé: “Com plena consciência e por livre eleição”, ela afirma mais tarde. Edith dedica-se então a uma vida de estudos na Universidade de Breslau tendo como meta a Filosofia. Os anos de estudos passam até que, no ano de 1921, Edith visita um casal convertido ao Evangelho. Na biblioteca deste casal ela encontra a autobiografia de Santa Teresa de Ávila. Edith lê o livro durante toda a noite. “Quando fechei o livro, disse para mim própria: é esta a verdade”, declarou ela mais tarde. Em Janeiro de 1922, Stein é batizada e no dia 02 de Fevereiro desse mesmo ano é crismada pelo Bispo de Espira. Em 1932 é-lhe atribuída uma cátedra numa instituição católica, onde desenvolve a sua própria antropologia, encontrando a maneira de unir ciência e fé. Em 1933 a noite fecha-se sobre a Alemanha. Edith Stein tem que deixar a docência e ela própria declarou nesta altura: “Tinha-me tornado uma estrangeira no mundo”. E no dia 14 de Outubro desse mesmo ano, entra para o Mosteiro das Carmelitas de Colônia, passando a chamar-se Teresa Benedita da Cruz. Após cinco anos, faz a sua profissão perpétua. Da Alemanha, Edith é transferida para a Holanda juntamente com sua irmã Rosa, que também é batizada na Igreja Católica e prestava serviço no convento. Neste período do regime nazista, os Bispos católicos dos Países Baixos fazem um comunicado contra as deportações dos judeus. Em represália a este comunicado, a Gestapo invade o convento na Holanda e prendem Edith e sua irmã. Ambas são levadas para o campo de concentração de Westerbork. No dia 07 de Agosto, ela parte para Auschwitz, ao lado de sua irmã e um grupo de 985 judeus. Por fim, no dia 09 de Agosto, a Irmã Teresa Benedita da Cruz, juntamente com a sua irmã Rosa, morre nas câmaras de gás e depois tem seu corpo queimado. Assim, através do martírio, Santa Teresa Benedita da Cruz, recebe a coroa da glória eterna no Céu..
Santa Teresa Benedita da Cruz, rogai por nós!

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

PADRE ALFREDO JUNKES

Um pouco da História do 1° Reitor do nosso seminário, Padre Alfredo Junkes.

No dia 18 de dezembro de 1936 na Igreja de Forquilhinha, celebrava-se a Missa exequial do Pe. Félix Mrugalla. Originário de Dresden, onde nascera em 1900, tinha chegado em Forquilhinha dois meses antes, acompanhando uma leva de imigrantes. Pequeno ferimento provocou tétano e ceifou esse homem, esperança dos colonos católicos para o atendimento religioso. Em meio à consternação, o padre perguntou às crianças e jovens presentes à Missa: “E agora, quem de vocês vai ocupar o lugar do Pe. Mrugalla?”. Em silêncio, um jovem respondeu para si mesmo: “Eu!”.
Era Alfredo Junkes, nascido ali mesmo em 18 de janeiro de 1923, filho de David Wendelino Junkes e Hedwiges Borgert . Doze anos depois foi ordenado presbítero em Forquilhinha, em 23 de janeiro de 1949. Teve mais dois irmãos padres: Bernardo e Silvestre.
Primeiros anos de ministério: professor e prefeito de estudos em Azambuja (1949-1952); de 1953-1954, vigário paroquial em Criciúma; em 1955 foi nomeado reitor do Pré-seminário de São Ludgero, onde viveu uma experiência trágica: em 10 de agosto de 1956, em plena noite, um incêndio iniciado na capela destruiu o seminário. Grande tristeza para toda a comunidade a visão daqueles meninos espantados e sem nada.
Em 19 de março de 1957 foi nomeado reitor e professor do Seminário diocesano de Tubarão, onde permaneceu até o ano seguinte.
Com a criação da diocese de Tubarão em 1954, Dom Joaquim conseguiu que Pe. Alfredo se incardinasse em Florianópolis, carente de padres. Em 1959 começou a funcionar em Antônio Carlos o Pré-Seminário, tendo como reitor o Pe. Vito Schlickmann. A paróquia fora criada em 19 de março do ano anterior. Dom Joaquim nomeou Pe. Alfredo Junkes para a paróquia do Sagrado Coração de Jesus em 16 de fevereiro de 1959.
O início foi desalentador: numa colina, a pequena igreja matriz. Um pouco abaixo uma velha casa adquirida da família Salum, e ranchos. Materialmente quase tudo por fazer, mas com uma área de terras privilegiada. Inteligência aguda, saído de “cargos” mais elevados, Pe. Alfredo foi tomado pela decepção, indecisão. Valeu-lhe o desafio do Pe. Vito com o pedido de “mãos à obra”. E assim foi. Em breves meses Pe. Alfredo descobriu o tesouro de fé e de generosidade operosa escondidos naquele bom povo à espera de quem o chamasse ao trabalho.
Em Antônio Carlos e nas capelas do Rachadel, Santa Maria e Louro todas as famílias eram de católicos praticantes. Não havia um só casal separado ou amasiado. A catequese era muito viva em cada capela, cada uma com coral cantando em português e alemão.
Até 1965 Dom Joaquim quis tê-lo como Mestre de Cerimônias da Catedral, razão pela qual durante a Semana Santa era substituído por padres do Seminário de Azambuja.
Nas décadas de 60 e 70, Pe. Alfredo foi o grande construtor: liderando um povo bom ergueu a imponente igreja matriz sob planta de Simão Gramlich; foram construídos casa e centro paroquiais. Rachadel, Louro e Egito ergueram novas capelas. Foram fundadas as comunidades de Vila Doze e Rio Farias.
Deve-se dizer, a bem da verdade, que Pe. Alfredo não primou muito pelo bom gosto artístico nas capelas: bastava que fossem funcionais. Gostava de ler, era assinante do l’Osservatore Romano e da Revista Eclesiástica Brasileira. Acompanhando a renovação do Vaticano II, instituiu o Diaconato permanente na paróquia.
Os colonos sentiam fortemente a necessidade do padre em dois momentos: na doença grave e no falecimento. Pe. Alfredo foi incansável nesse atendimento: a pé, a cavalo, de carroça, de Jeep, de dia ou de noite, com tempo bom ou com chuva, imediatamente atendia ao chamado. Na véspera do enterro, celebrava na residência do falecido. Para todos os mortos, Missa de Corpo presente.
Conhecia cada ovelha do rebanho pelo nome e origem familiar. No final da Quaresma podia dizer: tantas pessoas não se confessaram. Ricos ou remediados, todos recebiam o mesmo tratamento.
Quando se permanece décadas numa localidade e se conhece todos, é evidente que surjam conflitos de ordem política, de liderança. Pe. Alfredo não percebera que Antônio Carlos deixara de ser distrito, passara a município e muitos de seus filhos receberam diploma universitário. Homem culto, inteligente, atualizado, não conseguiu ser moderno na atuação pastoral e comunitária. Afirmava que ninguém nunca soube em quem votava, porém se sabia claramente em quem não votava. Mas, e isso é o importante, sempre foi pastor, zeloso pastor.
Nos últimos anos de vida foi colhido pelo sofrimento: coração, rins, depressão, a um só tempo. Em 1993 deixou o ofício de pároco. Permanecia ligado à vida paroquial e interessado nas notícias. Após longo sofrimento, suportado com fé, faleceu em 29 de outubro de 2002, estando sepultado na terra que adotou como sua por 44 anos.

Texto do PADRE JOSÉ ARTULINO BESEN

Pastoral com o Pe. Marcelo.

No dia 06 de agosto, Pe. Marcelo, presidiu a santa Missa, as 15:00 hrs em uma comunidade do interior do município de Sta. Rosa de Lima, Rio dos Índios Altos. Uma comunidade simples e acolhedora, estavam comemorando o dia do seu padroeiro Senhor Bom Jesus. Levou consigo os seminaristas menores e alguns propedeutas e seu Pai adotivo que está passando uns dias conosco, Sr. José Xavier, de Gaspar-SC. Após a missa passamos na casa do Sr. Lindolfo May, que nos ofereceu um delicioso lanche em comemoração do seu aniversário. A noite o Padre Marcelo, presidiu as 19:00 hrs a missa na Matriz Sta Rosa de Lima no bairro Rio Bonito em BN. Após a missa fomos na casa dos seus pais Pedro e Cita Buss, para tomarmos uma deliciosa sopa oferecida pelo casal. Agradecemos a todos pelo carinho e atenção para conosco, Deus lhes abençoe.
Capela de Rio dos Índios altos


Casa do Casal Lindolfo e Salete May

Matriz de Rio Bonito BN

Matriz de Rio Bonito BN

Matriz de Rio Bonito BN

"Sempre que possível, dê um sorriso a um estranho na rua. Pode ser o único gesto de amor que ele verá no dia." ( Papa Francisco)